quarta-feira, 23 de maio de 2012

Erros.

Quero pedir desculpas sobre uns erros que tenho identificado nos textos. No post, A filha de minha amiga, em vez de batom saiu batão, lamentável...
Depois relendo vejo novos erros, e volta para corrigir, leio depois e vejo outros erros.
Nossa essa mulher é burra hem? Só um pouquinho tá gente? Ah mentira, aprendi e estou voltando na possibilidade de reverte para rascunho e consertar. Idade!!!!
É logo ali. Dizem que mineiro dá informação incorreta a respeito de distância. Eu sou mineira mas não tenho coragem de fazer isso com ninguém. Ontem me aventurei na hora do meu almoço,  numa cidade bem pertinho da cidade do R iode Janeiro, caminhar até uma Paróquia que me falaram ser perto, bem perto do meu trabalho. Os 10 primeiros minutos foram bem tranquilos para meu pequeno saltinho, nos 15 já estava com a sola do pé esquentando, nos 20 já estava quase tirando meu sapato que parecia ser salto agulha. Quando chegou nos 30 minutos pensei em voltar, pois até completar, a volta ao trabalho já teria esgotado até o prazo de tolerância para retorno do almoço. Mas meu pedido era urgente e minha conversa com Deus tinha que ser presencial, e segui em frente. Bom tive meu papo com Ele, sei que me ouviu, voltei com bolhas mas bastante feliz. Mas tenho que pedir, se não sabe ao certo a distância não diz que é perto não tá?

quarta-feira, 16 de maio de 2012

16 de Maio de 2012. Crianças na memória. Tenho uma amiga que teve sua filha dois dias antes da minha Camila nascer. Durante a primeira infância saímos muito juntas, parquinhos, teatrinhos, circos, cinemas, festinhas de aniversário. A alegria e a constância dos encontros durou muito pouco. Com tão tenra idade já havia percebido que a criança de minha amiga seria daquele jeitinho. Uma lembrança que não me sai da cabeça é uma ida ao Centro do Rio de Janeiro para encomendarmos um vestido de noiva. Minha amiga me pediu uma ajudinha na escolha do vestido de noiva de sua cunhada, e lá fomos nós, eu e minha filha, ela e sua menina, e a noiva com o sorriso colado na orelha. Tão feliz estava com o casamento que mesmo que o camelô da esquina a orientasse sobre o vestido tudo estaria perfeito. Chegamos na loja e prontamente recebi a incumbência de além é claro de passar o cartão para o pagamento das compras, e que o dito valor me seria devolvido em suaves prestações, de ficar com as duas meninas enquanto todo o processo de escolha fosse feito. Pessoa, te conto que a criança de minha amiga usava um batom vermelho sangue-tié-carmim, sei lá mais o que, que era retocado a cada dois minutos, (ah, esqueci de dizer que as crianças tinham somente três aninhos), e que corria por entre os vestidos com seu bocão vermelho deixando toda a equipe da loja apavorada. Era noiva correndo, gerente segurando, segurança me olhando de cara feia, funcionário trazendo pirulito para que ela se acalmasse e nada. O pior é ter que explicar que a filha não era a minha. Que a minha estava sentada num cantinho com seu livro, atônita com aquela situação. Mas quem acredita nisso numa hora de sufoco? Por passava tentando segurar a menina, sentia os olhares fuzilando minha cara. A mãe da criança alheia a tudo o que acontecia permanecia no reservado com sua cunhada experimentando seu vestido. Depois da correria, consigo segurar a criança e sou jogada escada abaixo e paro no andar térreo com dores por todos os lados. Nessa hora o sangue ferveu, subo a escada, pego minha filha, bato na porta do reservado, entrego a criança e vou embora. Claro que não recebi o convite do casamento, mais entendi porquê a criança da pecurrucha não ser mais convidada para as festinhas dos amigos...

domingo, 6 de maio de 2012

O seguidor

Tentando desesperadamente ter um único membro, seguidor, qualquer pessoa que leia as besteiras que posto, que eu mesma me incluí como seguidora. Para tudo, ridículo demais, apaguei e agora estou implorando para meu filho ser o primeiro seguidor oficial do meu blog. Como posso depois de ter a cara de pau de postar isso e não ter ninguém lendo. Pessoa, pessoa amiga, amanhã vou convidar algumas colegas para darem uma olhadinha nessas coisinhas. Pode ser que depois das minhas amigas terem lido, a vergonha chegue depois de alguns dias e elas postem algo elogioso. Vou fazer isso amanhã mesmo, farei?!?! Farei sim!!!!!!
09/09/15 ainda não tive coragem.

Aquelazinha do Escritório.

Todo mundo com certeza conhece "aquelazinha" do escritório, da firma, do trabalho, da loja, da empresa, do raio que a parta.
Eu cruzei com algumas delas durante minha vida profissional, e de cadeira posso hoje em dia, reconhecê-las a kilometros de distância. Elas são todas tão lindinhas, arrumadinhas, cheirosinhas, maquiadinhas e que ainda por cima riem de todas as piadas sem graça que o chefe conta. Ainda ficam mais charmosas quando fazem biquinhos para contar a última da academia, biquinho de selfie, do batom, da tonalidade do verão e do médico que faz lipoescultura em 10 vezes sem juros no cartão. Sei que sou implicante, mas aquelazinha do escritório me dá nos nervos. Uma dessas que eu tenho muito forte em minha memória era uma que falava mole demais, parecia que estava com água na boca e que se abrisse iria escorrer por todos os lados babando e molhando a blusa nova.  Era tão dengosa, mas o chefe a achava o máximo, um doce, tão frágil. Eu trabalhava igual uma escrava e ela sempre de papo com o chefe mostrando suas qualidades, e é claro ele sempre disposto a verificar sua competência. Aquelazinha do escritório também é louca  por moda, claro, só se veste com o que estiver nas vitrines, independente se está de acordo com seu tipo físico ou não. Sua leitura predileta é capa de revista, só de passagem pela roupa que a manequim ou a famosa da vez esteja usando. Como só se interessa pela foto, às vezes corre o risco de nem ler que a roupa usada, nesta capa está totalmente out. Ah, ela também se interessa por horóscopo, a única coisa que lê no jornal quando pega num jornal.
Mas tem um probleminha, se ela souber que naquele dia a conjunção de seu signo não bate bem com a conjunção do signo do carinha da vez, coitado do cara, vai ouvir poucas e boas sem ter nada a ver com o pato, mega entendida no assunto. Bom, coisa que aquelazinha do escritório tira de letra, afinal no outro dia já estará pronta para um novo romance e vestida igual à outra capa de revista e o horóscopo ela nem lerá, acreditando que a lua entrou numa nova vibe. Falando em revista, as de fofocas são as leituras, leitura é brincadeira, álbum de fotos preferidas, afinal pode ficar a par de tudo o que está na moda. Dinheiro para aquelazinha do escritório também não é problema, o dinheiro em sua carteira é fêmea e a do patrão macho. Aquelazinha mesmo com idade avançada, ainda se mostra adolescentes no seu modo de vestir. Vestidinhos curtinhos, sapatinhos salto 15cm, cabelinhos lisinhos por escovas definitivas, enfim, verdadeiras lolitas. Pode parecer até que tenho inveja delas, e tenho mesmo no que diz respeito a não trabalharem no escritório, pois como pode uma pessoa passar tanto tempo se cuidando no trabalho, não fazer nada e o chefe nem perceber?
Voltando para o escritório, ela se porta sempre na posição de quem está esperando ajuda. Os rapazes são sempre os mais rápidos a oferecer um ombro amigo. Nas festas de fim de ano, ela chega às 08h tão maquiada que parece show de transformistas. A cada hora corre para o banheiro para retocar a maquiagem para que em todas as horas da festa  esteja impecável. Chega cheia de charme e parte para a pista de dança balançando seu cabelão, seu bocão, seu saltão, e olha menina que ela nem escorrega. Depois de uns copos a mais, já está sem batom, o cabelo já está em coque e ela já nem sabe mais quem é o cara que está dançando com ela há tanto tempo. Aquelazinha também adora partilhar suas conquistas a qualquer hora, dentro do elevador lotado, na fila do self-service, na sua mesa, e quando o chefe reclama das conversas ela de fininho tira o dela da reta e te deixa na maior roubada, afinal você só é uma chata, que quer saber o que aconteceu na noite anterior. Ah, ela também acha com certeza que você é uma invejosa que não suporta ver sua linda amiguinha, com tanta competência, crescer no escritório.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Famílias, famílias!!

Família.
Hoje é super comum vermos famílias misturadas de tal jeito que fica meio difícil explicar para quem é de fora quem é quem. Entretanto elas são super entrosadas, amigas e o rumo da vida de cada um sempre esbarra na vida do outro. Quer ver?
Exemplo: o primo da minha tia é casado com minha sobrinha que tem um cunhado que namora a sobrinha do ex-marido da minha cunhada e que está casado com minha prima em terceiro grau. Entendeu? nem eu, só sei que é assim. As festas são animadíssimas, o planejamento para 50 pessoas chega fácil fácil num gasto para 300, afinal ainda temos que pensar que o primo do tio que namora a irmã do cunhado que é casado com minha irmã vai levar os dois sobrinhos da sua ex mulher. Coisa pouca e fácil para se organizar. Nas festas de Natal o amigo oculto começa às 15h para dar tempo de à meia noite todo mundo já estar com seus presentes e darmos início a ceia. Tenho um cunhado que sempre sugere que a família comemore o natal em junho, pois somente assim evitaríamos o tumulto das compras e teríamos tempo suficiente para comprar com calma, pois sempre entra mais um. Agora imagina receber em junho, plena festa junina, um frio danado, uma camiseta, um biquíni, um kit de praia?  Mas pensando bem, para algumas famílias comemorar um simples aniversário deve ser uma loucura. Imagina para os mais velhos entenderem que o primo está casado com a irmã da cunhada do seu irmão e que já foi o namorado da irmã do primo que mora em Minas? Deve ser tipo a descendência de Cem Anos da Solidão, que confesso quando li tive que entrar na internet e imprimir a árvore genealógica para entender quem era quem.
Festas grandes e principalmente o natal em que o dinheiro fica apertado, o amigo oculto é a solução para as novas famílias, tanta gente, só começando as compras em maio. Agora, caso seu dinheiro seja igual ao meu e a loja de R$ 1,99 seja o seu Shopping Center, aconselho a comprar coisas básicas, nada de moda, pois como se faz a troca depois de 6 meses? Não dá. Acontece também que as crianças sempre pedem seus presente com as novidades que a mídia joga na tela da TV todos os anos, e como os presentes já estão embalados e comprados em maio, haja criatividade para engambelar as crianças explicando porque dos presentes terem motivos juninos. Famílias...

O ônibus

Não sei se quem está lendo este blog já teve contato com ônibus cheio, mas bem cheio nos horários de rush. Já? Sabe como é?  Não? Nem pode imaginar? É uma coisa de louco já te adianto. Se bem que na era metrô, muita gente boa tem ficado bem apertadinha dentro dos modernos trens igualzinho aos que utilizam os vagões dos trens da Central do Brasil que nos levam para os subúrbios da cidade errejota. Eu, durante uma pequena parcela de tempo, somente 30 anos, mentira, a vida toda, viajei de ônibus, trem e metrô. Comecei na adolescência e cheguei à idade adulta dentro do famoso “buzão”. Já peguei festas de aniversários, casamentos, fins de namoros, assaltos, pagodes, inícios de namoros, brigas pelo timão do coração, enfim, tudo que muita pessoa nem imagina que possa acontecer. Acontece. Vou detalhar algumas situações só para dar uma ideia do que é a coisa.
 Aniversários. Devido ao convívio com os mesmos passageiros durante anos, comemoramos seus aniversários com bolo, bola, presente e é claro com vários Parabéns pra Você, visto que a cada ponto entra um passageiro que participou da vaquinha, e aí já viu, haja garganta para tanta musiquinha. A bandeja de brigadeiro tinha que ser amarrada, pois ela ia e não voltava, tinha que ser  puxada bem forte caso quisesse comer unzinho só, e depois que dávamos um puxão forte alguém lá trás gritava justificando a prisão da bandeja: Marcileide você não está de dieta? E  como todos já sabem e que fazem dieta, 7:30h ainda é muito cedo para comer açúcar nesta quantidade absurda. Os salgadinhos deixavam as mãos sujas e quase sempre nesses dias chegava no escritório com as roupas manchadas de gordura. Agora pior mesmo é segurar o copo de refrigerante, visto que cerveja de manhã não rola, mesmo que alguns se recusassem a colaborar, pois não ia ter a “loura gelada”.  Imagina ter que levar isopor pra dentro do ônibus com alguns refrigerantes? Aquela garrafa pet é  um inferno. Abrir a tampa com os dedos engordurados e o ônibus andando é coisa para macho e assim que começa a derramar o líquido no copo a garrafa fica meio que mole  e passa a ser complicado encher o segundo copo.O trabalho vai aumentando o grau de complicação e lá vem reclamação: o copo do Vanderson tá mais cheio que o meu!!! Dez minutos de festa já vira um pesadelo, deu para perceber que com cerveja junto não iria dar boa coisa? Comemorávamos também o aniversário do motorista, ele coitado é o único aniversariante que não pode ganhar os abraços, só os tapinhas na cabeça com os votos de “saúde cabeção”, vamos beber todas, hem? “aha, uhu, o motorista vamos comer o seu bolo”, olha o poste, olha a curva, e por aí vai. E ele ficava sentadinho com o sorriso colado na orelha cheio de orgulho de ser tão querido por seus passageiros. Ah, esqueci das curvas. Pessoa amiga, você nem pode imaginar o que é segurar o copo plástico, o bolo com um brigadeiro num guardanapozinho com uma mão e a outra segurar o ferro, pois o ônibus vai fazer a curva, não tem educação que resista, na melhor das hipóteses a um banho de chocolate. No dia seguinte à comemoração as colocações eram ótimas. “ Porra Creusinete, o salgadinho que tu comprou me deixou com azia o dia inteiro. Tive que dar os que levei no meu copo para o chefe.” “Eu também dei os meus pra aquelazinha do escritório. (Essa história fica para depois)  “Aquele risole de camarão hem, nem a cabeça tinha. Deram banho no bicho e fizeram a massa com a água”. "Da outra vez deixa que o Paulo compra o bolo da padaria em que ele trabalha e ponto final"   E o Paulo dizia que não compraria nada para depois o povo ficar reclamando que o bolo estava ruim e ele não queria se aborrecer. E no meio de tanto disse me disse já íamos marcando no calendário o próximo aniversário que seria comemorado no ônibus.
Isto posto,  o nosso ponto chegava e íamos felizes para casa ou para mais um dia de jornada.

 Fim de namoro.
 Você já presenciou fim de namoro de dia, no claro, dentro de um ônibus lotado? É a visão do inferno. Minha filha, este era, e com certeza sempre será o pior momento. Visualiza. Segunda-feira, você cansada pra caramba, doida para que seu João, o senhorzinho que está a um passo de se aposentar, que senta e dorme, sente ao seu lado antes da Fernanda e não ter que ouvir todo o relato de sua pegação na boite, senta a Suzana, Suzana meu Deus, é soco na boca do estômago, e de pé fica seu futuro, ex ou namorado dando explicações: “Bunzunguinha, fica chateada não, eu só virei à cabeça, pois estava acertando meu torcicolo. Nem vi que ela estava de shortinho azul, fita no cabelo, cabelo esticado igual quiabo, salto alto e top.” “ Tá vendo que tu viu, ta vendo que tu tava mal intencionado? “ Puxa Romualdo, estiquei tanto o cabelo que quase deixei minha casa sem luz, saí de casa antes do sereno para ele não encolher, e tu nem nota nada. Agora, pra ver aquela de shortinho você virou tanto à cabeça que chegou a entornar a cerveja errando a boca e me diz que tava com torcicolo? ” Bunzum, vi não, Cristina, diz pra ela que eu não vi. Aí você já está na confusão. Olha pros dois com cara de quem diz, não vou me meter nessa não. Mas não adianta, já é tarde e eles te cutucam, pedem sua opinião, relembram fatos passados, te colocam de novo na ciranda e você não vendo a hora de chegar seu ponto. Porcaria, batida...droga, engarrafamento monumental.

 Assalto.
Sinceramente, o cara que acha que roubar um ônibus lotado é moleza é melhor mudar de profissão e partir para as campanhas políticas. Estava eu indo para faculdade quando um cara tentou puxar minha mochila. Tive a certeza que ele não sabia que estava dentro de um ônibus família tipo os Três Mosqueteiros, um por todos, todos por uma. Comecei a sentir algo estranho em minhas costas quando percebi o brigadeirão suado, fedendo pra caramba atrás de mim. Ele deu um jeitinho de colocar sua mãozona por dentro da alça de minha bolsa e começou a puxar. Ele para um lado eu para o outro. Dei um passo pra frente e pedi ajuda. Olha, o cara saiu do ônibus sabendo que naquela linha não se assalta ninguém. Um outro assalto já quase no ponto final, traumatizou minha amiguinha. Nada que ela tinha interessou o assaltante e ela foi a única que chegou em casa sem ter o que contar. Sorte dela e ela nem percebeu. Queria porque queria ser assaltada. Veja só.

 O Tarado.
 Chego no ônibus e vejo uma única vaga no corredor. Penso, que sorte ainda ter lugar. O sujeito que está na janela olha pra trás, vê que é mulher e muda de posição sentando no corredor. Penso de novo, que sorte uma janelinha pra mim. Sento toda boba, e no caminho antes do ônibus começar a encher começo a sentir o cara toda hora me esbarrando. No ônibus quase sempre vamos colados uns nos outros, mas o negócio era diferente. Ele tava que meio chamando a minha atenção. Por duas vezes olhei pra cara dele com “cara de enterro” mais não adiantou nada, ele continuou a se mexer e me incomodar. Foi quando numa curva olhei pra baixo e vi aquele cogumelo enorme saindo pela barguilha do cara. Nossa que monstro, comecei a berrar, fiquei em pé e comecei a bater no cara com o meu fichário e logo obtive ajuda. Ele foi convidado a se retirar do ônibus com suas calças abertas e gritando que, não fiz nada, não fiz nada, essa mulher é maluca.

 Início de namoro.
Já falei do término, mas do início é uma melação só. Cada dia uma roupinha nova, um cabelinho bem lisinho, um batonzinho de cor forte, as pernocas de fora, sorrisinhos, perfume torturando o ônibus todo, tudo para chamar atenção da princesa ou do príncipe encantado. “ Creusinete chama ele pro pagode. Chama vai” “ "Sai fora Fernanda, já é o terceiro no mês”. “ Chama logo que o ponto dele tá chegando”. “ Vou não, chama você, tu que tá afim.” “ Pô quebra essa, faço sua unha de graça mesmo com aquela encravada que dá dó”. “ Tá, mas caramba você  pegou pesado”. “ Risonaldo, qual é a boa pro findi?” “ A parada que você me chamar” “ Nossa, tô com essa bola toda?” Sinto os olhos da Fernanda fuzilar Creusinte, mas o convite já estava a caminho. “ Vai rolar um pagode e minha amiga Fernandinha está junto na parada, quer vir com a gente? “ Demorou Creu, partiu. Chega o ponto do bofe e as duas meio que sem se falar pois pintou um clima diferente, mais 1 a zero para Creusinete.
Liga não Fê, homem é assim, na hora você entra linda e ele muda logo de ideia, afinal quem é a manicure mais linda do bairro?


O salário.

Dia de pagamento. Final do mês. Dia 30, quinto dia útil, eba, eba, eba!!!
Mas, você já teve a impressão de que não recebeu? Que trabalhou, trabalhou e não recebeu?
Que chegou a hora de pegar o seu suado dinheirinho e ver que ele não dá para comprar nada para você? Prestação da casa, luz, água, comida, roupa, o dentista do filho, o plano de saúde, que não sobrou um tostão furado para aquela bolsa tão sonhada, aquela sandália tão necessária?
Pode parecer loucura, mas o meu salário fica sempre deste jeito, utilizado somente para pagamentos urgentes e obrigatórios. Assim que o recebo, pago o que posso e de cara fica a sensação de vazio, olho para o calendário e vejo os 29 dias rindo da minha cara. Ah, aqui merece um conselho para as meninas que estão em franca produção independente, sai fora enquanto dá tempo. Se não construiu despesas com base, seu salário não dará para gastos essenciais tipo, óculos novo, calça nova, sandália nova, bolsa nova, aquilo tudo que faz com uma mulher gargalhe até não poder mais. Bom, a não ser que seu salário seja realmente um salário e que além das contas necessárias ele te deixe com aquela sensação de satisfação que um contracheque de responsa faz. Ainda procuro por algo assim, será que encontro?

(Finalmente) Introdução

Pensei em escrever esses textos depois que uma amiga me falou uma maluquice só: “Ah, depois que termino todo o meu serviço acendo um cigarro e relaxo.” Cara que coisa horrível, não gosto de me meter na vida dos outros mais acender um cigarro para relaxar?  Só doido. Colocar 4.700 substâncias tóxicas dentro do corpo não pode ser relaxante, deve ser altamente preocupante, afinal de contas essa porcaria toda vai ficar lá dentro fazendo mal em quantas partes do meu, meu não cara pálida, do corpo dela?
 Eu já fumei um dia, e hoje percebo o quanto fui idiota, por isso sugiro a minha amiga o seguinte: depois do trabalho, faça um chazinho, sente na rede, não tem? Numa cadeirinha confortável, a mola ta solta? Cadeirinha de praia? Ah, quebrou no último verão? Afinal era muito vagabunda, liga não, eu nem tenho cadeira de praia e nem uma poltrona maravilhosa, mas sento no que tenho e caio na leitura, relaxa pra caramba, e nem dá para saber onde estamos sentadas ou não, somente me prendo no texto e quando percebo, já está na hora de outras atividades do lar. Faz assim tá? Fui longe demais, sou assim mesmo, quando começo a contar uma coisa, corto para tantos outros assuntos que fica meio chato e demorado saber o final da estória. Sou assim, fazer o quê? Chata, mas feliz sem nada tóxico no meu corpo.
Agora pessoa amiga, se você fuma tudo bem, respeito sua vontade, olha pode ler o meu texto tá? leia com o cigarro na boca tá? leia com ele no cinzeiro tá? ligo não, fico chateada não tá?